Aprendendo com Música |

11

novembro

2013

A Percussão Corporal

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A PERCUSSÃO CORPORAL

Por Patrícia Borges –Grupo Barbatuques São Paulo

Podemos observar em várias culturas a presença da percussão corporal como recurso sonoro e musical. Porém, em cada lugar, ela é desenvolvida dentro de um estilo diferente, isso irá depender da cultura local. Vale-se lembrar que a percussão corporal não surgiu recentemente, pelo contrário ela já existia desde a época dos primeiros seres humanos. Eles utilizavam o corpo para imitar os sons da natureza, e dos animais e com o tempo eles foram se aperfeiçoando, e melhorando suas técnicas sonoras.Para se ter uma ideia os escravos já utilizavam a percussão corporal para a produção de sons, pois, eles não podiam usar nenhum tipo de instrumento musical. Isso por que alguns escravos sabiam se comunicar por meio da percussão de tambores, então os comerciantes de escravos proibiram qualquer tipo de instrumento, o que acabou estimulando a utilização do próprio corpo como meio de comunicação entre os escravos. Eles usavam como técnica,leves tapas no peito, coxas e pernas são combinados com batidas dos pés no chão e palmas.Existem várias técnicas e estilos de percussão corporal como, por exemplo, o sapateado que utiliza somente os pés para produzir sons, mas ao contrário do que se pensa a percussão corporal também acontece em movimento como é ocaso do stomp que entre percussões de instrumentos não convencionais, o grupo também explora a percussão do corpo de uma maneira bastante original,e os timbres corporais mais usados são a batida dos pés no chão (botas),palmas e batidas nas coxas.Porém a percussão corporal também pode ser empregada em vários estilos musicais como, por exemplo, o flamenco que usa uma combinação de música,canção e dança. Em suas danças utiliza- se bastante tapas no corpo, porém a característica mais forte é a presença das palmas e frases rítmicas do sapateado.Nos últimos anos a percussão corporal vem ganhando cada vez mais força em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, há um grupo chamado barbatuques que representam bem este estilo. Além de ser o nome do além de ser o nome do grupo, se tornou o nome da sua própria técnica, trabalhada e desenvolvida

inicialmente por Fernando Barbosa (“Barba”), criador e diretor do grupo. A

técnica começou a ser pesquisada a partir da transposição dos sons da bateria para o corpo e se desdobrou em uma pesquisa, de níveis bastante sensíveis,da ampla variedade de timbres corporais, desde os percussivos até os vocais.

 

PAULINHOPaulo José M. Fernandes

Professor de Música – Colégio Deleão

 

 

 

4

novembro

2013

O Som e o Silêncio

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O SOM E O SILÊNCIO

Alguma vez você já se perguntou qual a origem do som? Já observou com atenção o som que percebemos? Durante o dia, nossos ouvidos percebem uma grande quantidade de sons: das vozes, dos veículos, Dos sons eletrônicos, talvez do som do vento e das ondas do mar, do soar dos sinos de alguma igreja, da sirene da ambulância, de um barco ou de um caminhão de bombeiros, etc. Se você fizer uma lista com todos os sons que ouviu hoje, perceberá a grande quantidade e variedade de sons. Além disso, o som tem um companheiro que o complementa: o silêncio. O som tem quatro propriedades que o caracterizam: duração, altura, intensidade e timbre. Aliás, essas propriedades se combinam oferecendo múltiplas possibilidades sonoras. Por essa razão o mundo dos sons é tão rico e interessante. A origem do som se encontra em um movimento rápido e breve chamado vibração. Existem múltiplas fontes que dão origem ao som, a partir de diversos  materiais e modos de produção: estas podem ter origem na natureza ou ser produto da ação humana. A música é linguagem do som, porém ela necessita do silencio para se completar. Por meio dom som, podemos preencher o espaço que nos rodeia com uma intenção expressiva e inclusive acompanhá-lo outras linguagens, como a dança e a imagem. Além disso, o som e o silêncio  podem constituir também elementos para a experimentação e o jogo.

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PAULINHOPaulo José M. Fernandes

Professor de Música – Colégio Deleão

 

 

 

 

28

outubro

2013

Brincadeiras e cantiga de roda

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Brincadeiras e cantiga de roda

As brincadeiras de roda são atividades recreativas que envolvem o corpo, o som, o ritmo e o movimento, voltados especialmente para as crianças.

Passadas de geração em geração como forma de divertimento, essas atividades, na realidade, tornam-se um ótimo recurso pedagógico, favorecendo ainda mais a aprendizagem da criança.

As brincadeiras de roda levam a criança a uma identificação sociocultural conscientizando-as que ela existe e os colegas também, formando a noção de “nós”.

A formação circular facilita às crianças a melhor atenção auditiva e visual. Elas podem agir em pé, sentadas no chão, nas cadeiras, em dupla, etc. Participando das atividades a criança tem a oportunidade de vivenciar, em grupo, noções de orientação espacial usando seu próprio corpo, o que torna possível ao educador explorar: “dentro e fora”, “pertence e não pertence”, “ser e não ser”, “perto e longe”, “juntos e separados”, e muito mais.

Com as brincadeiras de roda há um fortalecimento das relações humanas como amizade, companheirismo, carinho e afeto, sentimentos que acompanham uma pessoa durante toda sua vida.

Apesar de toda tecnologia atual, com certeza, essas brincadeiras continuarão educando e divertindo as crianças de gerações futuras.

 

Alunos do primeiro participando da aula de música com a canção (Carneirinho e carneirão e pula palhacinho)

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Bibliografia: Aprendendo e brincando com música – Vol. 1 Chizuko Yogi Ed. FAPI

 

PAULINHOPaulo José M. Fernandes

Professor de  Música – Colégio Anglo de Itajubá

 

22

outubro

2013

A importância da música no processo de Ensino – Aprendizagem

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A importância da música no processo de Ensino – Aprendizagem

A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma espécie de modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico.

Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música, bem como aos que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas, obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em relação a um determinado conteúdo de matemática.

Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar.

A valorização do contato da criança com a música já era existente há tempos, Platão dizia que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”.

Hoje é perfeitamente compreensível essa visão apresentada por Platão, visto que a música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.

Eis então uma reflexão para pais e principalmente educadores, buscando inserir a música no seu planejamento, bem como criar estratégias voltadas para essa área, incentivando a criança a estudar música, seja através do canto ou da prática com um instrumento musical, isso desde a educação infantil.

Por Elen Campos Caiado (Graduada em fonoaudiologia e Pedagogia)

Por Elen Campos Caiado (Graduada em fonoaudiologia e Pedagogia)

 

PAULINHOPaulo José M. Fernandes

Professor de  Música – Colégio Deleão

7

outubro

2013

Brinquedos Cantados

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Brinquedos Cantados

(Música e movimento)

 

Há muitos anos os pesquisadores da educação reconheceram a importância das “brincadeiras cantadas” como um veículo de desenvolvimento social, emocional e intelectual.

É claro que existem “brincadeiras” que se adaptam melhor às crianças, outras ao adulto, mas cabe ao professor adequá-las à fase de desenvolvimento, às suas necessidades e ao momento. Podemos dizer, então, que a classificação das “brincadeiras” pode estar relacionada a idade (interesses e necessidades diferentes), as características individuais e ao contexto em que for realizado.

Os brinquedos cantados, como o nome já diz, são atividades diretamente relacionadas com o ato de cantar e inserir um conjunto de movimentos, não necessariamente em circulo de mãos dadas, em fileira, batendo palma enfim, os brinquedos cantados podem abranger manifestações de pegar, esconder, cabra-cega, roda com figurante no meio, com figurante fora, aos pares frente a frente, através de mímicas e outras variações.

Alunos do segundo ano aprenderam a música “Entrei na roda” e “Pula Pula palhacinho”,a atividade favorece a interpretação, promove a descontração, a socialização e desenvolve a coordenação motora.  

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DSC_2630Paulo José M. Fernandes

Professor de  Música – Colégio Anglo de Itajubá